sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Três horas

     Estou pisando em águas sujas, ao lado de folhas e flores. Entre as palmas das folhas negras, flores vermelhas. As ondas que se formam em minha frente, são cobertas por espuma, como cuspe saliente. Olhando entre folhas negras e flores vermelhas, uma casa de madeira surge. Caminho em sua direção. Ao passar pela porta, deparo-me com uma cama em minha direita com a cabeceira junto à parede. Pregado nesta mesma parede o quadro de alguma velha mulher de cabelo desgrenhado de cor branca. Em minha esquerda noto a janela aberta com dois farrapos de pano como cortina. Ao voltar meus olhos para à cama, uma mulher negra está sobre o foco de luz amarelada. Me deito com ela aos beijos apaixonados. Nosso corpo é tomado de impulsos, puxo seu vestido de cor cinza aos seus pés e voltando sobre seu corpo, fecho meus olhos passando à chupar seu seio. Ao abrir os olhos para tirar minha camisa, vejo seus quatro seios e, desvendando na sua face o seu sorriso com dentes pretos e pontiagudos. Ela segura com suas mãos em cada um dos meus ombros, sou puxando junto ao seu corpo. Ao morder meu pescoço, acordo. E tudo está como antes. O ventilador do teto com sua velocidade moderada e meu corpo em suor febril. São três da tarde...